INFORME PLATTS
informações fornecidas pela agência Platts, parte da S&P Global Commodity Insights, com notícias relevantes sobre o setor.Agência Platts – 02 de junho de 2026
• Os custos de reposição de S10 do Golfo dos EUA caíram ontem, refletindo as taxas de frete. Uma carga do Golfo dos EUA foi ouvida a HO julho -13cpg para Itaqui com chegada prevista para o fim de junho, estreitando o spread entre o S10 russo e o de origem americana. A liquidez doméstica permaneceu baixa em meio à incerteza contínua, enquanto no mercado externo o conflito em andamento no Oriente Médio continuou a impulsionar os futuros. No Nordeste, surgiram ofertas a PB + R$ 2.350/m³. Em Santos, uma oferta foi ouvida a PB +R$ 1.500/m³.
• A Petrobras aumentou o preço base do diesel em R$ 1.120 por metro cúbico a partir de 2 de junho, atingindo o maior patamar em 45 meses (desde setembro de 2022). Este é o segundo reajuste desde o início da guerra no Oriente Médio. No entanto, o impacto final para as distribuidoras será nulo na prática. O governo federal aplicou subsídios (através das Medidas Provisórias 1358 e 1363) que totalizam um desconto de R$ 1.471,50/m³, compensando totalmente a alta. A medida reflete os esforços do governo para conter a disparada de quase 38% nos preços internacionais dos combustíveis gerada pelo conflito. A gasolina passou por uma dinâmica semelhante no final de maio, com um aumento quase totalmente absorvido por subsídios. Como referência, a Platts (parte da S&P Global Energy) avaliou o diesel de ultrabaixo teor de enxofre (S10) no porto de Itaqui a R$ 4.733/m³ em 2 de junho.
• O mercado doméstico de gasolina permaneceu estável, com distribuidores buscando produto em todas as regiões. No Nordeste, foram reportadas ofertas nos portos com um prêmio de PB +R$2.200/m³ em Itaqui e Suape, embora não tenham sido registradas negociações. Os custos de reposição para a gasolina aumentaram, com um carregamento do ARA foi indicado a RBOB Julho -63 cpg para Paranaguá.
• Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta (o WTI atingiu US$ 93,76/barril e o Brent, US$ 96,00/barril) devido ao enfraquecimento das esperanças de um acordo de paz entre os EUA e o Irã. Embora o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha desmentido a mídia iraniana afirmando que as negociações continuam, o mercado já precifica interrupções prolongadas na oferta. Analistas preveem que a produção do Oriente Médio não retornará aos níveis pré-guerra antes de outubro/novembro e que os estoques globais sofrerão uma queda drástica. Além disso, o mercado global de petróleo começa a mostrar os primeiros sinais de "destruição de demanda" causados pelo conflito. Na NYMEX, os contratos de Heating Oil com vencimento em julho subiram 5,86cpg para US$ 3,6360/galão, enquanto os contratos de RBOB para o mesmo mês avançaram 6,09cpg, chegando a US$ 3,0774/galão.
• Os conflitos geopolíticos (incluindo as tensões entre Irã, Israel e EUA) impulsionaram fortemente as taxas de frete, uma vez que as restrições de tráfego forçam os navios a buscarem rotas mais longas (aumentando a demanda por tonelada-milha). Embora os armadores estejam registrando lucros expressivos a curto prazo, eles enfrentam "pesadelos operacionais", como navios retidos no Golfo Pérsico e riscos à segurança das tripulações. O cenário também traz incertezas para investimentos a médio e longo prazo: há o temor de que, se a guerra acabar, o mercado sofra com excesso de oferta devido à entrada de novos navios que já foram encomendados.
• O tráfego diário no Estreito de Ormuz caiu para apenas 11 trânsitos em 1º de junho — uma queda de 90% em relação aos níveis pré-guerra —, sendo que 9 desses navios possuem ligações com o Irã. O monitoramento das embarcações tornou-se complexo devido ao uso irregular de sinais de rastreamento (transponders). A tensão na região permanece elevada: o navio MSC Sariska V foi atingido por projéteis no Iraque, um ataque reivindicado pela Guarda Revolucionária do Irã como retaliação a ações dos EUA. Enquanto isso, mais de 300 embarcações não iranianas (40% delas petroleiros) solicitaram permissão de passagem segura às autoridades iranianas no último mês.
• A Platts está propondo adequar seus indicadores de combustíveis às diretrizes do MOC (market on close, a janela de fechamento da Platts) nas Américas, para ajudar a trazer transparência ao mercado brasileiro. A proposta é iniciar essa janela às 15h30, horário de Brasília, após abrir espaço para os participantes reportarem suas ofertas ou bids firmes. Uma vez aberta, essa janela permite aos participantes fecharem negócios até o fechamento, às 16h30, retirar ordens ou alterar os preços entre R$ 5/m³ e R$ 10/m³ a cada cinco minutos. Esses valores terão preferência no fechamento do indicador no fim do dia. A ideia é migrar a plataforma para o ambiente eletrônico da ICE, a bolsa europeia, através do eWindow (Dados de mercado do Platts eWindow | S&P Global). Se você tem dúvidas, por favor, entre em contato.

Agência Platts (biodiesel) – 25 de maio de 2026
• Biodiesel DAP Paulínia incluindo impostos para entrega entre 1-7 dias foi avaliado em R$ 6.160/m³ em 25 de maio, alta de R$40/m³ ante a sessão anterior.
• De acordo com o cálculo da Platts, considerando nosso indicador diário do óleo de soja FOB Paranaguá, o câmbio das 16h30 e a conversão para o fator do biodiesel, o biocombustível FOB Paranaguá foi calculado em R$ 5.117/m³ em 25 de maio. Nesse cálculo, o “fee” não foi ponderado.
• Abaixo estão as indicações de compra e venda reportadas ao longo do dia até as 16h30, no horário de Brasília.
• Caso tenha alguma indicação de compra ou venda adicional, por favor, entre em contato.
• Todas as indicações incluem tarifas.
• Seguindo o decreto Nº 12.923 do Governo Federal, Pis e Cofins foram zerados a partir de 7 de abril de 2026 como medida de contenção do impacto da guerra no Oriente Médio.

Agência Platts (etanol) – 25 de maio de 2026



