INFORME PLATTS

informações fornecidas pela agência Platts, parte da S&P Global Commodity Insights, com notícias relevantes sobre o setor.

Dados de 01 de abril

• A liquidez do mercado de S10 esteve baixa ontem enquanto o mercado ajustava níveis após o corte de preços da Petrobras. No mercado externo, os futuros do Heating Oil na NYMEX seguiram em alta, contribuindo ainda mais para o fechamento da janela de arbitragem. Nenhum bid ou fechamento na base FCA foi reportado à Platts. Os preços do diesel fecharam em queda, apesar de os diferenciais sobre Petrobras terem subido por causa do reajuste da estatal. Ofertas em Santos e Paranaguá continuam com descontos, com indicações entre PB – R$ 60/m3 e PB flat. Já em Suape e Itaqui, as ofertas e indicações passaram para um prêmio em relação à referência, variando entre PB + R$ 50/m3 e PB + R$ 120/m3.

• Os mercados FCA de gasolina no Nordeste permaneceram estáveis ontem, com o dólar em queda e o RBOB em alta. A Platts escutou uma oferta no porto de Itaqui a PB + R$ 55/m³, mas sem indicações de que seria um nível amplamente replicável. Foram escutadas no dia indicações saindo de PB + R$120/m³ até PB + R$170/m³. Fechamentos e bids não foram reportados. Os altos preços internacionais da gasolina, junto com a arbitragem fechada, desmotivaram novos fechamentos.

• Ontem, conforme anunciado na segunda-feira, a Petrobras reduziu os preços do diesel em 4% e do querosene de aviação em 8%. Desde dezembro de 2022, o preço do diesel caiu 20,9%, ou R$ 940/m³, ajustado pela inflação, representando uma queda de 29%. Essa redução pode afetar a competitividade de combustíveis importados e pressionar os preços internos.

• No front internacional, os mercados de petróleo se preparam para os impactos potenciais das tarifas que o presidente dos EUA, Donald Trump, planeja impor em 2 de abril. As tarifas incluem 25% sobre importações do México e 10% sobre energia do Canadá. Isso pode afetar a demanda, alterar os fluxos comerciais e elevar os preços dos produtos refinados, enquanto as refinarias dos EUA podem buscar alternativas mais caras. A dependência do petróleo canadense pode complicar a situação, aumentando a pressão sobre os preços do petróleo bruto.